Nos dias 6 e 7 de fevereiro, a cidade de Guimarães foi palco de um importante debate sobre o futuro da infraestrutura verde na Galiza e no Norte de Portugal, no âmbito das Jornadas Técnicas Green Gap: Estratégias locais para o planeamento da infraestrutura verde. O evento, realizado no Laboratório da Paisagem, reuniu especialistas de ambos os países para discutir como a natureza pode ser um instrumento essencial para a saúde e o bem-estar das comunidades.
A primeira mesa-redonda, intitulada “A Infraestrutura Verde como instrumento de promoção dos serviços ecossistémicos”, contou com a participação de Adelina Pinto, vereadora da Saúde da Câmara Municipal de Guimarães, e Pedro Morgado, professor da Escola de Medicina da Universidade do Minho e médico psiquiatra no Hospital de Braga. O debate foi moderado por Carlos Ribeiro, diretor executivo do Laboratório da Paisagem, e destacou o impacto positivo dos espaços verdes na qualidade de vida e na saúde mental da população.
Durante o encontro, foi ainda apresentado o Guia das 50 Árvores de Guimarães, uma nova publicação que valoriza a riqueza arbórea da cidade e o seu papel no planeamento urbano sustentável. Além disso, foi debatida a importância do envolvimento da comunidade na criação e gestão da infraestrutura verde, com intervenções de Sara Terroso, coordenadora de projetos do Laboratório da Paisagem, e Enrique de Salvador Sánchez, do Instituto de Estudos do Território da Xunta de Galicia.
As jornadas, promovidas no âmbito do projeto europeu POCTEP Green Gap , reforçaram a colaboração entre Portugal e Espanha no desenvolvimento de cidades mais sustentáveis e resilientes. Com abordagens inovadoras e estratégias integradas, o evento demonstrou que o futuro do planeamento urbano passa pela valorização da natureza como pilar central das políticas públicas.

















